domingo, 12 de fevereiro de 2012

Reprodução do betta splemdens

Em geral os Betta splendens já estão prontos para o acasalamento por volta dos 3 meses de vida, porém é recomendável que isto não aconteça antes dos 5 meses, esperando que todas as características fenótipicas do peixe aflorem. Para decidir com mais acertividade, quais exemplares você deve utilizar nos acasalamentos, exemplares que exibam as melhores características que você deseja trabalhar.
Se reproduzem facilmente e geram proles numerosas (mais de 300 larvas em cada ninhada - nem todas sobrevivem, mas um número expressivo vinga).
Comumente o macho é colocado num aquário pequeno (+/- 20 litros) com coluna d'água de aproximadamente 10 cm (vide condições ideais da água em "Manejo Básico"), para começar a se sentir dono do território.
Depois de 2 dias, aproximadamente, a fêmea é introduzida no aquário, mas dentro de um vidro transparente, sem fundo, onde é vista, mas não tocada pelo macho.
O macho imediatamente começa o seu ritual de exibição para a fêmea e construir um ninho com bolhas de ar, na superfície d'água.

Este processo pode durar até 8 dias, em casos extremos. A fêmea se mostra preparada para o acasalamento, quando seu oviduto estiver dilatado, com uma ponta branca, apresentando no corpo listas verticais (nas fêmeas de cor escura isto é visível). Ela dá sinais de submissão ao macho.
Neste momento o macho já está com o ninho totalmente pronto (enorme colchão de bolhas) e é hora de libertar a fêmea (com cuidado para não agitar a água e desmanchar o ninho de bolhas), que deverá ter, a esta altura, um comportamento submisso, se deixando levar para baixo do ninho.
É conveniente providenciar abrigo para a fêmea se proteger, caso o macho se mostre muito violento ou ela ainda não esteja totalmente pronta para o acasalamento. Podem ser: pedras sem arestas, seixos de rio, plantas aquáticas naturais (musgo de java, samanbaia d'água, etc) ou até cotovelos de PVC, como na foto acima.
Os dois ficam algum tempo nas preliminares mas logo acontecerá o primeiro de vários abraços delicados e suaves que o macho dará na fêmea, espremendo-a para liberação dos ovos, fertilizando-os neste instante.
Os ovos, dezenas de cada vez, são expelidos e vão caindo lentamente no fundo do aquário. Geralmente a fêmea fica meio atordoada por alguns instantes e enquanto se recupera, o macho vai coletando em sua boca, ovo por ovo e depois os deposita no colchão de bolhas. Estas rotinas de abraços, posturas, fecundações, coletas, acomodação dos ovos se repetem por várias vêzes.
Concluída a postura, a fêmea é retirada do aquário por que o macho assume a guarda do ninho, se preciso com bastante violência, não permitindo a aproximação da fêmea. No habitat natural ela naturalmente guardaria distância segura do macho, mas confinada no aquário, poderá ser morta.
Pelos próximos 2 (dois) dias, o macho protege e arruma o ninho o tempo todo. Após o nascimento las larvas, por mais 2 (dois) dias ele pega os filhotes que caem do ninho e os recoloca no colchão, até que já possam se virar sozinhos. Neste momento quem é retirado do aquário de procriação é o macho, senão as larvas é que correm perigo de serem devoradas pelo pai.


Artigo criado por:
Rodrigo Trigueiro
Email:rodrigo.trigueiro.fb@gmail.com
fonate:Betta Brasil

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Mudanças no PH da água

Este é um assunto recorrente entre criadores e hobbystas de peixes ornamentais. Mas até onde este parâmetro é necessário ser levado tão a sério? É realmente necessário um controle preciso quanto ao pH da água de um determinado aquário?
Escala de pH
Peixes em geral, no seu habitat natural, vivem em um amplo espectro de níveis de pH sem problema algum. Em lojas de aquarismo, também não é muito diferente, pois existem muitas espécies de peixes bem como um número elevado de aquários e nem todos procuram se preocupar muito com mais este “detalhe”.
Mas e em nossas casas? Procuramos seguir a risca o que a vasta literatura nos ensina. Aclimatamos nossos peixes a um mundo perfeito, com temperaturas quase constantes, água cristalina e não somente o pH como também outros parâmetros são verificados quase que como um técnico de laboratório o faria.
Isso só os torna menos resistentes a oscilações.
Utilizar recursos de adição de agentes químicos para deixar a água mais ácida ou mais alcalina não é uma boa prática. Vamos supor que ocorra uma mudança muito drástica no valor deste parâmetro. Estas mudanças drásticas são altamente prejudiciais para a saúde dos peixes.
No entanto, existem algumas coisas que você pode fazer para ajustar os níveis de pH de forma lenta e gradual. Para diminuir os níveis de pH, adicione um pedaço de madeira (troncos, galhos, etc) ou outros materiais (folhas de amendoeira, xaxim, turfa, etc) como decoração do aquário. Para aumentar os níveis em vez disso, adicione algum alcalinizante natural (dolomita, aragonita, conchas, halimeda, etc). Fazer isso não vai alterar drásticamente o nível de pH da água e vai dar o seu tempo de vida aquática ajustar-se.
Mudanças repentinas nos níveis de pH podem por vezes ocorrer em aquários. Estas mudanças repentinas são prejudiciais para os peixes e precisam de solução urgente. Você deve-se focalizar em identificar e eliminar a causa. Jamais deverá lutar contra os efeitos destas mudanças bruscas e repentinas. A primeira coisa a ser feita é verificar a fonte da água, embora nem sempre seja ela a causa, mas é bom ter certeza.
A segunda coisa que você deve se preocupar é se houve acréscimo de algo novo dentro do aquário. A nova decoração, cascalho, novas mídias no filtro, qualquer outra coisa. Geralmente é a introdução de algo novo que acaba causando a mudança rápida do pH. Retire os itens que você acha que está causando a mudança, efetue uma troca de 50% da água, em seguida, monitore por alguns dias. Isto na maioria dos casos deve resolver o problema.
É sempre prudente evitar estas alterações bruscas de pH. Afinal, a prevenção sempre é melhor do que remediar!
Minimize o número de produtos químicos que você despeja na água do aquário.
Não fique mudando a decoração do aquário. Após a adição de algo novo na água do aquário, haverá a necessidade de um tempo para as novas adaptações e mudanças freqüentes só servirão para perturbar o equilíbrio já estabelecido.
Não se esqueça da manutenção periódica que devem ser realizadas. Trocas parciais de água é uma solução perfeita para manter os níveis de pH e o equilíbrio do ambiente em seu aquário. 

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Alimentação

Cuidado na alimentação, dê pouca ração, uma quantidade que seja TOTALMENTE consumida em no máximo 3 minutos. Não deixe que sobras fiquem no fundo do aquário para não poluir a água. Pequenas quantidades duas ou três vezes por dia são suficientes. A qualidade da ração também é importante para manter sua água adequada (limpa) e para a boa saúde do peixe. Essas bolinhas de betta (normalmente vendidas) costumam ser de difícil digestão para eles, causando problemas no seu intestino. Prefira rações de marcas confiáveis, como Tetra e Sera. A tetra tem uma excelente ração de bettas, o nome é Bettamin. Outro ponto interessante na alimentação de bettas é fornecer alimentos vivos pelo menos uma vez por semana. Você pode comprar artêmias salinas em boas lojas de aquarismo. Artêmias são minúsculos camaroezinhos, de alto valor nutritivo para os peixes. Vc encontra em boas lojas de aquarismo. Pode dar também larvas de pernilongo.


Materia Feita por:
Rodrigo Trigueiro
Email:rodrigo.trigueiro.fb@gmail.com

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Tipo de aquários para o Betta

 Os aquários para para os bettas são chamados de "beteiras", as beteiras tem varios tamanhos e tipos. Não é preciso criar bettas especificamente nas beteiras, pode-se criar em qualquer aquário, e é ate melhor se você tiver espaço, criar em um aquário maior que as eventuais beteiras.
 Não é porque os bettas são resistentes que devem viver num local menusculo.
 As fêmeas podem conviver juntas num mesmo aquário, mas vale também do mesmo jeito o espaço para as fêmeas, se puder cria-las em um aquário grande,é melhor.
 Os aquários dos bettas não precisam ter bomba de oxigênio. "Eu particularmente prefiro uma planta aquática para oxigenar a água, pois as plantas servem como uma leve ornamentação e algumas como alimentos".
 Mas por mais espaço que se tenha não se deve exagerar nos enfeites, o ambiente com muitos enfeites podem pertubar o peixe.O quanto mais simples melhor,sempre tente manter o peixe menos estressado possivel.

Materia feita por:
Rodrigo Trigueiro
Email: rodrigo.trigueiro.fb@gmail.com